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UM POUCO DE MIM...


Cautelosa...Reservada...Obscura...
Indiferente...Simples...Vazia...

Prudente...Pronta...Intensa...

Cheia de Sonhos...”Apta a vivenciá-los”

Forte...Mulher...

Ternura...”Meu sentimento Maior”...

Sou guerreira de todas as Tribos...

Sou apenas Menina e Mulher...

Sou a cota da parte que me coube...

E se perder o encontro com a Vida...

Terei...

O Mundo...A Esperança...E o Amanha...

Que brita a cada raia dos dias que se seguem...

Sou apenas EU-“MULHER POR INTEIRO”

Tolinña







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Vem

''Vem, senta aqui ao meu lado
silencia enquanto olho em seu rosto
descobrindo seus pensamentos
deixa-me fazer um raio-x
de sua alma
sinta minha mão procurando a sua
entrelaça...seus dedos aos meus
e fiquemos assim por um tempo
a olhar estrelas
e a sonhar com coisas impossíveis

Vem, desnuda meus olhos
com seus olhos
entra no túnel de minhas paisagens
onde poderá ver nas paredes
fotografias que tirei com minha retina
de seu rosto
de uma expressão qualquer que me cativou

ou o flash de um sentimento
detenha-se no amor que mostro em meu rosto
nesse momento

Vem, e leia a verdade no toque de meu beijo
quando minha língua passear em sua boca
provocando seu desejo
e sentir meu corpo todo tremulo
em seus braços que me apertam
vem, extasia-se com minha revelação

sinta o amor exalando de meus poros
minha respiração entrecortada
abre os botões de minha blusa
e não fale nada

Vem, e deita-me em seu leito de amor
sussurra-me esse amor em versos
não tenha pressa, quero ouvir cada estrofe
cada palavra, e entre elas, seu suspiro
abraça-me com ternura
e canta as rimas desse seu amor
mostra-me toda a emoção na sua voz
depois...deixa-me acariciar os seus cabelos
e olhando em seu rosto
permita que o silêncio
fale por nós

Mary Fioratti



- Postado por: catedraisdevidro às 00h09
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Aranjuez,
Un lugar de ensueños y de amor
Donde un rumor de fuentes
de cristal
En el jardin parece hablar
En voz baja a las rosas

Aranjuez,
Hoy las hojas secas sin color
Que barre el viento
Son recuerdos del romance
Que una vez
Juntos empezamos tu y yo
Y sin razón olvidamos
Quizá ese amor escondido esté
En un atardecer
En la brisa o en la flor
Esperando tu regreso

Aranjuez,
Hoy las hojas secas sin color
Que barre el viento
Son recuerdos del romace
Que una vez
Juntos empezamos tu y yo
Y sin razón olvidamos
En Aranjuez, amor
Tu y y o

Aranjuez,
Um lugar de sonhos e de amor
Onde um rumor de fontes
de cristal
No jardim parece falar
Em voz baixa às rosas.

Aranjuez,
Hoje as folhas secas sem cor
Que varre o vento
São recordações do romance
Que uma vez
Juntos começamos você e eu
E sem razão esquecemos
Talvez esse amor escondido esteja
Em um entardecer
Na brisa ou na flor
Esperando teu regresso.

Aranjuez,
Hoje as folhas secas sem cor
Que varre o vento
São recordações do romance
Que uma vez
Juntos começamos você e eu
E sem razão esquecemos
Em Aranjuez, amor
Você e eu.



- Postado por: catedraisdevidro às 12h02
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"Faltou a despedida"


Tuas frases foram fortes, os teus atos bem precisos, a tua verdade foi gritante, teu desejo atendido...
 


A despedida não teve flores, em teus olhos as lágrimas não existiam, as palavras ditas sem hora esgotaram o tempo perdido...

Tuas mágoas de outrora se tornaram pleno alivio, a tua morte vagarosa não era mais o meu castigo; se a culpa foi a mim imposta, sou então apenas voto vencido...

A felicidade não queria a desforra, só não andava de mãos dadas contigo, mas a culpa sempre estará do outro lado da porta, para uns o erro é sempre esquecido...

Tuas rédeas e teus costumes por pouco acabaram comigo, meu marasmo foi apenas um motivo; a vontade era ver-me pelas costas, teu rompante foi bem orquestrado, somente mais um fato resolvido...

A história teve fim, não com esta discussão, o amor caminhou até seu triste final, foi esmagado pela sumária imposição; de verdade acho que tudo isto foi normal, se não teve um até logo, espero nunca ouvir perdão.

Marques Bueno



- Postado por: catedraisdevidro às 00h56
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Se as minhas mãos pudessem desfolhar

Eu pronuncio teu nome
nas noites escuras,
quando vêm os astros
beber na lua
e dormem nas ramagens
das frondes ocultas.
E eu me sinto oco
de paixão e de música.
Louco relógio que canta
mortas horas antigas.

Eu pronuncio teu nome,
nesta noite escura,
e teu nome me soa
mais distante que nunca.
Mais distante que todas as estrelas
e mais dolente que a mansa chuva.

Amar-te-ei como então
alguma vez? Que culpa
tem meu coração?
Se a névoa se esfuma,
que outra paixão me espera?
Será tranqüila e pura?
Se meus dedos pudessem
desfolhar a lua!!
[garcia lorca]



- Postado por: catedraisdevidro às 21h41
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''ME gustas cuando callas porque estás como ausente,
y me oyes desde lejos, y mi voz no te toca.
Parece que los ojos se te hubieran volado
y parece que un beso te cerrara la boca.
Como todas las cosas están llenas de mi alma
emerges de las cosas, llena del alma mía.
Mariposa de sueño, te pareces a mi alma,
y te pareces a la palabra melancolía.
Me gustas cuando callas y estás como distante.
Y estás como quejándote, mariposa en arrullo.
Y me oyes desde lejos, y mi voz no te alcanza:
déjame que me calle con el silencio tuyo.
Déjame que te hable también con tu silencio
claro como una lámpara, simple como un anillo.
Eres como la noche, callada y constelada.
Tu silencio es de estrella, tan lejano y sencillo.
Me gustas cuando callas porque estás como ausente.
Distante y dolorosa como si hubieras muerto.
Una palabra entonces, una sonrisa bastan.
Y estoy alegre, alegre de que no sea cierto

Tradução

Gosto de ti calada porque estás como ausente
e me ouves de longe, e esta voz não te toca.
Parece que os teus olhos foram de ti voando
e parece que um beijo fechou a tua boca.

Como todas as coisas estão cheias da minha alma
tu emerges das coisas cheias da alma minha.
Borboleta de sonho, pareces-te com a minha alma
e pareces-te com a palavra melancolia.

Gosto de ti calada e estás como distante
E estás como queixando-te, borboleta em arrulho.
E ouves-me de longe, e esta voz não te alcança:
vais deixar que eu me cale com o silêncio teu.

Vais deixar que eu te fale também com o teu silêncio
claro como uma lâmpada, simples como um anel.
Tu és igual à noite, calada e constelada.
O teu silêncio é de estrela, tão longínquo e tão simples.

Gosto de ti calada porque estás como ausente.
Distante e dolorosa como se houvesses morrido.
Uma palavra então, um teu sorriso bastam.
E eu estou alegre, alegre porque não é verdade. 

P.NERUDA



- Postado por: catedraisdevidro às 22h32
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''Há certas horas, em que não precisamos de um Amor...
Não precisamos da paixão desmedida...
Não queremos beijo na boca...
E nem corpos a se encontrar na maciez de uma cama...

Há certas horas, que só queremos a mão no ombro, o abraço apertado ou mesmo o estar ali, quietinho, ao lado...
Sem nada dizer...

Há certas horas, quando sentimos que estamos pra chorar, que desejamos uma presença amiga, a nos ouvir paciente, a brincar com a gente, a nos fazer sorrir...

Alguém que ria de nossas piadas sem graça...
Que ache nossas tristezas as maiores do mundo...
Que nos teça elogios sem fim...
E que apesar de todas essas mentiras úteis, nos seja de uma sinceridade
inquestionável...

Que nos mande calar a boca ou nos evite um gesto impensado...
Alguém que nos possa dizer:

Acho que você está errado, mas estou do seu lado...

Ou alguém que apenas diga:

Sou seu amor! E estou Aqui!

William shakespeare



- Postado por: catedraisdevidro às 23h05
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Como me queres?

Como me queres? Santo ou pecador?
Eu não sei se te trago o meu poema...
Eu não sei se te beijo com furor...
Não sei se mostrarei a piracema,

Ou quem sabe virei tal qual andor...
Não sei se tua clara ou tua gema,
Não sei se transtornado ou cantador!
Não sei se circunflexo ou talvez trema...

Como me queres? Diga-me, te imploro!
Sutil e transparente, manso, rio...
Rápido e voraz, fera louca, cio...

Noite calma serena ou transtornada...
Que te devore inteiro, ou triste choro...
Prefiro vir calado... Não fale nada!

[

[marcos loures]

 



- Postado por: catedraisdevidro às 23h32
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O lápis e a borracha

‘’A ponta negra ,aguda e firme

vai deslizando com leveza e graça

deixando um rastro de linguagem fina

ou de impropérios,em linguagem vulgar

Traduz o ódio na oração ferina.

pede o perdão de quando a raiva passa.

põe no papel a idéia cristalina,

como cristal a traduzir ,sem nexo.

É o lápis ,duro,feito de grafite,

que vai traçando no papel pequeno

''vales ''planícies'' ''montes'''rios'', serras.

Tão explosivo quanto dinamite,

mas ''CONFIA NO PODER SERENO

DE UMA BORRACHA ,PARA APAGAR SEUS ERROS.

QUIÇA PUDESSEMOS NÓS TAMBÉM APAGAR OS NOSSOS.

By tolinña

 



- Postado por: catedraisdevidro às 10h43
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É proibido chorar sem aprender,
Levantar-se um dia sem saber o que fazer
Ter medo de suas lembranças.

É proibido não rir dos problemas
Não lutar pelo que se quer,
Abandonar tudo por medo,
Não transformar sonhos em realidade.

É proibido não demonstrar amor
Fazer com que alguém pague por tuas dúvidas e mau-humor.

É proibido deixar os amigos
Não tentar compreender o que viveram juntos
Chamá-los somente quando necessita deles.

É proibido não ser você mesmo diante das pessoas,
Fingir que elas não te importam,
Ser gentil só para que se lembrem de você,
Esquecer aqueles que gostam de você.

É proibido não fazer as coisas por si mesmo,
Não crer em Deus e fazer seu destino,
Ter medo da vida e de seus compromissos,
Não viver cada dia como se fosse um último suspiro.

É proibido sentir saudades de alguém sem se alegrar,
Esquecer seus olhos, seu sorriso, só porque seus caminhos se desencontraram,
Esquecer seu passado e pagá-lo com seu presente.

É proibido não tentar compreender as pessoas,
Pensar que as vidas deles valem mais que a sua,
Não saber que cada um tem seu caminho e sua sorte.

É proibido não criar sua história,
Deixar de dar graças a Deus por sua vida,
Não ter um momento para quem necessita de você,
Não compreender que o que a vida te dá, também te tira.

É proibido não buscar a felicidade,
Não viver sua vida com uma atitude positiva,
Não pensar que podemos ser melhores,
Não sentir que sem você este mundo não seria igual.

(Pablo Neruda
Carinños....



- Postado por: catedraisdevidro às 21h30
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Amor...de mentiras


Eram beijos de fogo, eram de lavas,
e sabiam a sonhos e ambrosias.
Com pensar que a boca com que os dava
era a mesma afinal com que mentias?

Se eras as mais humilde das escravas
em dádivas, anseios, alegrias,
- como prever que o amor que me juravas
seria mais uma das tuas heresias ?

Como supor ser tudo um falso jogo?
E crer que se extinguisse aquele fogo
que acendia em teus olhos duas piras?

E descobrir, - no instante em que me amavas, -
que em tua boca ansiosa misturavas
ao mesmo tempo beijos e mentiras ?


Eram brancas as mãos, brancas e puras,
mãos de lã, de pelúcia, mãos amadas...
Como prever, vendo-as fazer ternuras,
que nas unhas traziam emboscadas ?

Era tão doce o olhar... em conjeturas
felizes, e em promessas impensadas...
Como enxergar, portanto, as amarguras
e as frias traições nele guardadas ?

Como pensar em duas, se somente
uma eu tinha em meus braços, e adorava,
e a outra, - uma impostora, - se mantinha ausente.

E, afinal, como ver, nessa alegria,
que o amor que tanta Vida me ofertava
seria o mesmo que me mataria ?

(  JG de Araujo Jorge)



- Postado por: catedraisdevidro às 20h31
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AMOR LIVRE

 

Chego até ti através dos meus pensamentos...
Sinto tua presença
Sei dos teus passos
Pois conheço tua essência.

Me afasto do superficial
Preciso do profundo, do intenso, do verdadeiro.
Palavras
bonitas duram pouco
Um toque, um olhar podem durar.

Ficam marcadas na pele e na alma
Cada vez que me pega forte
E toda vezes que me acalma
Quando me
ama, quando me salva.

Vôo assim até o sol de minh'alma
Em busca do calor que me aqueçe
Do ar que me leva
Do teu amor que me trás.

(Carolina Salcides)

Abro meus braços e vôo alto
Não preciso dos meus pés para ir longe
Vou onde meus
pensamentos me levarem
Vou até o sol, até a luz, até as sombras.


- Postado por: catedraisdevidro às 22h45
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Amor e Medo

de Casimiro de Abreu

Quando eu te vejo e me desvio cauto
Da luz de fogo que te cerca, ó bela,
Contigo dizes, suspirando amores:
-”Meu Deus! que gelo, que frieza aquela!”

Como te enganas! meu amor é chama
Que se alimenta no voraz segredo,
E se te fujo é que te adoro louco…
És bela – eu moço; tens amor, eu – medo…

Tenho medo de mim, de ti, de tudo,
Da luz, da sombra, do silêncio ou vozes.
Das folhas secas, do chorar das fontes,
Das horas longas a correr velozes.

O véu da noite me atormenta em dores
A luz da aurora me enternece os seios,
E ao vento fresco do cair das tardes,
Eu me estremeço de cruéis receios.

É que esse vento que na várzea – ao longe,
Do colmo o fumo caprichoso ondeia,
Soprando um dia tornaria incêndio
A chama viva que teu riso ateia!

Ai! se abrasado crepitasse o cedro,
Cedendo ao raio que a tormenta envia:
Diz: – que seria da plantinha humilde,
Que à sombra dela tão feliz crescia?

A labareda que se enrosca ao tronco
Torrara a planta qual queimara o galho
E a pobre nunca reviver pudera.
Chovesse embora paternal orvalho!

Ai! se te visse no calor da sesta,
A mão tremente no calor das tuas,
Amarrotado o teu vestido branco,
Soltos cabelos nas espáduas nuas!…

Ai! se eu te visse, Madalena pura,
Sobre o veludo reclinada a meio,
Olhos cerrados na volúpia doce,
Os braços frouxos – palpitante o seio!…

Ai! se eu te visse em languidez sublime,
Na face as rosas virginais do pejo,
Trêmula a fala, a protestar baixinho…
Vermelha a boca, soluçando um beijo!…

Diz: – que seria da pureza de anjo,
Das vestes alvas, do candor das asas?
Tu te queimaras, a pisar descalça,
Criança louca – sobre um chão de brasas!

No fogo vivo eu me abrasara inteiro!
Ébrio e sedento na fugaz vertigem,
Vil, machucara com meu dedo impuro
As pobres flores da grinalda virgem!

Vampiro infame, eu sorveria em beijos
Toda a inocência que teu lábio encerra,
E tu serias no lascivo abraço,
Anjo enlodado nos pauis da terra.

Depois… desperta no febril delírio,
- Olhos pisados – como um vão lamento,
Tu perguntaras: que é da minha coroa?…
Eu te diria: desfolhou-a o vento!…

Oh! não me chames coração de gelo!
Bem vês: traí-me no fatal segredo.
Se de ti fujo é que te adoro e muito!
És bela – eu moço; tens amor, eu – medo

 



- Postado por: catedraisdevidro às 12h00
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SER AMIGO

‘Ser amigo é lutar sempre, enquanto nos reste um sopro de vida, mesmo por quimeras insolúveis, desde que tal utopia traga um pouco de felicidade a quem o nosso coração fez reinar. Para ele não há razões, etiquetas ou quaisquer outros impedimentos! É dar tudo, sem ter nada, sem pensar em contrapartidas, não distinguindo sexo, idade ou condição social. É buscar, ao longo das insónias, tudo o que possa fazer sorrir quem, quiçá, involuntariamente, assentou arraiais para todo o sempre no nosso imo, porque lho franqueámos, em êxtase! Beijar e abraçar, quantas vezes sem lábios nem mãos, na tentativa de enxugar lágrimas, partilhar sorrisos.
Desde o primeiro instante da nossa eleição, simplesmente espontânea, abolimos o “não” do nosso dicionário!
Amizade jamais pode confundir-se com escravidão ou altivez: não sabendo fingir, o amigo transforma defeitos em virtudes; esclarece o obscuro, aos olhos da razão. A sua mais cruel tortura é causar desagrado ou decepção! Transbordando de felicidade, junto do ser que o enleva, quantas vezes se martiriza, julgando-se estorvo! Amálgama de ternura, dedicação e receio de importunar! Se os sentimentos ou atitudes do ser querido forem levemente beliscados, pior ainda, na sua ausência, transformamo-nos em feras, dispostos à defesa, não só com unhas e dentes, mas, se necessário, com o sacrifício da própria vida, cuja imolação será o cumprimento do dever!...
Que inebriante felicidade nos bafeja, quando o alvo das nossas atenções nos dispensa o mais simples dos sorrisos, proporcionando-nos a oportunidade de lhe sermos útil: teremos alcançado o Céu, na terra! Dilaceramo-nos a cada momento, quando buscamos inutilmente a solução para os seus problemas; impotentes, choramos as suas derrotas, sem abandonar o barco, no naufrágio!
A filosofia do amigo é a simplicidade, a tentativa de que o compreendam, de que se julguem seguros na sua companhia, na certeza de que, em caso de perigo, só sucumbirão após ele!
A alma do amigo pode comparar-se, salvaguardando distâncias, à dedicação materna, que jamais evitará ser martirizada, para que os filhos não se magoem, mesmo levemente!
E quando, sem reservas, nos sentimos repelidos?! É o fim! Quais manequins sonâmbulos, desistimos de lutar: para quê rastejar de alma morta?! Os vivos que nos rodeiam nem se apercebem, tal a indiferença quotidiana!
Mas para quê manchar com o labéu do pessimismo um sentimento tão belo, ainda por cima na quadra natalícia, que deveria durar o ano inteiro?!...
Ser amigo é acreditar sempre. Não duvidarei! Para ti estarei incondicionalmente ao dispor, na expectativa de que seja milionária a minha pobreza! Quero emoldurar do mais feliz sorriso esse doce rosto, quantas vezes dilacerado pela incompreensão do dia a dia!
Se te decepcionar, perdoa! Não foi por mal! Era impossível!...
[A.D]



- Postado por: catedraisdevidro às 11h51
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la barca---

''Roberto Cantoral''

  

Dicen que la distancia es el olvido
Pero yo no concibo esta razón
Porque yo seguiré siendo el cautivo
De los caprichos de tu corazón
Supiste esclarecer mis pensamientos
Me diste la verdad que yo soñé
Auyentaste de mí los sufrimientos
En la primera noche que te amé
Hoy mi playa se viste de amargura
Porque tu barca tiene que partir
A cruzar otros mares de locura
Cuida que no naufrague tu vivir
Cuando la luz del sol se esté apagando
Y te sientas cansada de vagar
Piensa que yo por ti estaré esperando
Hasta que tú decidas regresar
Supiste esclarecer mis pensamientos
Me diste la verdad que yo soñé
Auyentaste de mí los sufrimientos
En la primera noche que te amé
Hoy mi playa se viste de amargura
Porque tu barca tiene que partir
A cruzar otros mares de locura
Cuida que no naufrague tu vivir
Cuando la luz del sol se esté apagando
Y te sientas cansada de vagar
Piensa que yo por ti estaré esperando
Hasta que tú decidas regresar

 

A Barca

Dizem que a distância faz o esquecimento
Mas eu não aceito essa idéia
Porque eu continuarei sendo o prisioneiro
Dos caprichos do teu coração

Soubeste esclarecer meus pensamentos
Me disse a verdade que eu sonhei
Arrancaste de mim os sofrimentos
Na primeira noite em que te amei

Hoje minha praia se veste de amargura
Porque tua barca tem que partir?
A cruzar outros mares de loucura
Cuida para que não naufrague em teu viver

Quando a luz do sol estiver se apagando
E se sinta cansada de vagar
Pensa que eu por você estarei esperando
Até que tu decidas regressar…



- Postado por: catedraisdevidro às 22h19
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Adiamento

Depois de amanhã, sim, só depois de amanhã...
Levarei amanhã a pensar em depois de amanhã,
E assim será possível; mas hoje não...
Não, hoje nada; hoje não posso.
A persistência confusa da minha subjetividade objetiva,
O sono da minha vida real, intercalado,
O cansaço antecipado e infinito,
Um cansaço de mundos para apanhar um elétrico...
Esta espécie de alma...
Só depois de amanhã...
Hoje quero preparar-me,
Quero preparar-me para pensar amanhã no dia seguinte...
Ele é que é decisivo.
Tenho já o plano traçado; mas não, hoje não traço planos...
Amanhã é o dia dos planos.
Amanhã sentar-me-ei à secretária para conquistar o mundo;
Mas só conquistarei o mundo depois de amanhã...
Tenho vontade de chorar,
Tenho vontade de chorar muito de repente, de dentro...
Não, não queiram saber mais nada, é segredo, não digo.
Só depois de amanhã...
Quando era criança o circo de Domingo divertia-se toda a semana.
Hoje só me diverte o circo de Domingo de toda a semana da minha infância...
Depois de amanhã serei outro,
A minha vida triunfar-se-á,
Todas as minhas qualidades reais de inteligente, lido e prático
Serão convocadas por um edital...
Mas por um edital de amanhã...
Hoje quero dormir, redigirei amanhã...
Por hoje, qual é o espetáculo que me repetiria a infância?
Mesmo para eu comprar os bilhetes amanhã,
Que depois de amanhã é o que está bem o espetáculo...
Antes, não...
Depois de amanhã terei a pose pública que amanhã estudarei.
Depois de amanha serei finalmente o que hoje não posso nunca
Só depois de amanhã...
Tenho sono como o frio de um cão vadio.
Tenho muito sono.
Amanhã te direi as palavras, ou depois de amanhã...
Sim, talvez só depois de amanhã..
O porvir...
Sim, o porvir..

Fernando Pessoa



- Postado por: catedraisdevidro às 17h06
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